Vem aí

Prévia: No Man’s Sky (PS4/PC) é a garota do Tinder

Aparentemente atrativo. Mas será que tem conteúdo que vai além da beleza?




Esses dias eu estava navegando pelo Steam, dando uma conferida nos lançamentos e planejando uma nova aquisição. Dentre tantos games interessantes, houve um que me chamou toda a atenção: No Man’s Sky (PS4/PC). Assisti a seu trailer, vi suas fotos e, quando dei por mim, estava completamente apaixonado.

Entendendo a grandiosidade da galáxia

No Man’s Sky (Céu de Ninguém) é um jogo de exploração espacial de mundo aberto — mas aberto mesmo — onde você é livre para explorar uma galáxia inteira, com mais de 18 quintilhões de planetas (18 x 1018 ou 18.000.000.000.000.000.000). Se isso não bastasse, tais planetas são exatamente como deveriam ser: gigantescos.

Os planetas são tão imensos que, mesmo se um milhão de jogadores estiverem no mesmo planeta, provavelmente nunca se encontrarão. Além de toda a grandiosidade, esses planetas possuem ecossistemas próprios, com fauna e flora características.



Mas a engenhosidade não para por aí: de acordo com a proximidade dos planetas em relação a algum sol, eles poderão ser desérticos e escaldantes (se estiverem muito próximos do sol) ou frios e cheios de gelo (se estiverem muito afastados). Tome como exemplo nosso sistema solar para melhor entendimento. Dentro deste contexto, nem todos os planetas terão vida, mas isso não quer dizer que não sejam interessantes.

O que fazer na imensidão da galáxia?

Em No Man’s Sky você é livre para fazer o que quiser — dentro do que o jogo permitir —, não existindo classes a serem escolhidas e, até o momento, sem ser possível escolher gênero ou aparência do personagem.

Claro que a respeito desse aspecto ainda podemos ver mudanças; afinal, o jogo não foi apresentado em sua totalidade, e isso pode até ser algo a ser inserido em algum patch futuro — o que nos proporcionaria a possibilidade de adotar grandes referências a personagens como Anakin Skywalker, Senhor das Estrelas e Capitão Kirk.

Na imensidão do céu noturno, você poderá explorar, minerar, lutar e comercializar. Durante a exploração, o jogador irá descobrir novos planetas e catalogar suas espécies; na mineração, poderá extrair elementos diversos dos planetas; o combate fica por conta da sobrevivência, seja em terra ou de dentro de sua nave; e o comércio lhe trará lucros com seus achados e elementos extraídos.



Com a liberdade de escolhas, mesmo sem ter uma classe específica, você poderá optar por diversas classes interpretativas. O jogo lhe dá a opção de ser o que quiser ser, sem a necessidade de por uma etiqueta nas suas costas dizendo qual sua função no universo.

Você pode ser apenas um explorador, fissurado por descobrir novos planetas e novas formas de vida, procurando antigas relíquias alienígenas e conhecimento ancestral; pode ser um caçador a procura do alvo perfeito — seja ela inteligente ou não — cuja cabeça será um excelente troféu no interior de sua nave; pode ser um grande minerador e/ou um comerciante de grande prestígio; pode ser um caçador de recompensas; ou pode ser tudo isso ao mesmo tempo. Não existem limites para a imaginação.

Melhorias e melhoramentos

De acordo com os desenvolvedores, todos os itens podem ser aprimorados com elementos extraídos dos planetas, desde sua nave até seu traje, trazendo melhorias para sua jogatina espacial. A melhoria de armamento é óbvia: armas melhoradas causam mais dano e destruição. Já as do traje serão necessárias para a exploração de planetas inóspitos, caso sejam muito quentes ou muito frios.



As melhorias da nave, por sua vez, ficam por conta da velocidade de locomoção, da resistência e do salto espacial — ato de viajar grandes distâncias em segundos no espaço. Quanto melhor for sua nave, maior será o salto espacial, a velocidade e resistência, permitindo chegar onde nenhum homem jamais esteve.

Com a exploração, será possível encontrar diagramas especias para a manufatura de itens melhores, geralmente encontrados em ruínas alienígenas ou em naves caídas.

Polícia intergaláctica

Todas as suas ações na galáxia estarão sendo vigiadas. Ações excessivas ou matança generalizada fará com que a polícia do espaço venha em seu encalço. Com um sistema de ameaça parecido com o da série GTA, você terá que enfrentar pequenos robôs sentinelas e, caso os destrua, robôs mais poderosos irão persegui-lo até sua total aniquilação.

Apesar do jogo não possuir permadeath, é necessário salvar seu progresso em grandes data centers espalhados pelos planetas e espaço sideral a fim de não perdê-los em caso de morte.


A equação da vida

Todos os planetas são gerados proceduralmente e apesar de serem 18 quintilhões, eles não possuem tanto peso no sistema do jogo. Isso se deve ao fato dos planetas não serem carregados de imediato, mas apenas quando você adentra sua atmosfera.

Cada planeta é representado por uma equação matemática; quando um jogador adentra sua atmosfera, o jogo calcula essa equação e o resultado é o planeta que você estará desvelando. Ao se afastar, o planeta é desmontado e volta a ser uma equação. Se não fosse desta maneira, pode-se imaginar que o jogo ocuparia 18 quintilhões de gigabytes no seu HD.


Diagnóstico: paixonite aguda

E lá estou, admirando todo o conteúdo que o jogo diz que tem, como se fosse uma linda garota no Tinder postando suas qualidades e fotos maravilhosas. Mas entre um suspiro e outro, eu me pergunto: será tudo isso mesmo?

Estou a ponto de marcar um encontro — adquirir o jogo —, mas fico imaginando se não me decepcionarei, se, ao encontrar o grande amor da minha vida, não adoecerei de tanta decepção. Por mais que as lindas fotos sejam verdadeiras, será que pessoalmente, no gameplay, o jogo conseguirá atender a todas as minhas expectativas? Espero que sim.

Revisão: Bruno Alves
Capa: João Leal
Douglas Fubarion Marciano escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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