Top 10

Os chefes mais marcantes de Demon’s Souls e Dark Souls

Separamos algumas da lutas mais intensas e os chefes mais memoráveis que já cruzaram nosso caminho.

Batalhas contra chefes tendem a ser um dos grandes momentos de muitos jogos. É a hora que sua habilidade é colocada à prova, testando se você realmente está apto a prosseguir a partir daquele ponto. Bom, pelo menos acho que esse deveria ser o conceito para tais confrontos.




E se existe uma franquia que acerta bastante neste, ela é a série Souls. São diversas lutas memoráveis, seja por mecânicas diferentes, dificuldade extrema ou pela importância na narrativa.

Separamos aqui dez combates memoráveis da série. Como esta lista já é um “esquenta” para Dark Souls 3, ela compreende Demon’s SoulsDark Souls e Dark Souls 2. Embora Bloodborne também seja considerado parte da "família Souls", iremos nos ater aqui aos jogos com a temática da fantasia medieval, que trazem mecânicas bem mais similares. Algo mais próximo do que deveremos ver no futuro DS3.

10 – Tower Knight (Demon’s Souls)



Com o perdão do trocadilho, o primeiro “grande” desafio da série é este cavaleiro gigante, que protege a torre do castelo de Boletaria. O imponente Tower Knight já impressiona logo de cara, ao entrarmos em seu salão.

Ele não é exatamente difícil, a partir do momento que você entende como funcionam os ataques do chefe (e se livra dos arqueiros em volta). Eu o vejo como o primeiro “checkpoint” de habilidade, pois não é possível matá-lo por sorte ou casualidade. O jogador precisa ter o controle da situação e construir sua vitória, atacando nos momentos certos e evitando os ataques do Tower Knight. E aquela escudada dói, hein.

9 – Old Monk (Demon’s Souls) / Looking Glass Knight (Dark Souls 2)


A mecânica do Old Monk, chefe final de Tower of Latria, terceiro mundo de Demon’s Souls, é uma das mais diferentes da série, por ser bem peculiar.

Ao contrário do que podemos presumir no primeiro momento, o demônio a ser derrotado não é o ser sentado no trono de cadeiras (?), mas sim o manto que o envolve. E como lutamos contra um pano gigante?

Aqui está a magia: para a luta o jogo invoca outro jogador, na forma de Black Phantom, e o “possui” com o manto. Dessa forma, o chefe da fase será um PvP contra um guerreiro protegido pelo ser das trevas. No caso de não haverem jogadores próximos ou você esteja off-line, um NPC é invocado da mesma forma, como se fosse uma invasão.

Looking Glass Knight
Outro chefe que usa uma mecânica bem parecida (e por isso está empatado aqui) é o Looking Glass Knight, de Dark Souls 2. Após determinado ponto do combate, ele começa a invocar Mirror Squires para ajudá-lo na luta. Esses soldados podem ser jogadores que tenham colocado uma marca da Red Sign Soapstone dentro do castelo de Drangleic.

8 – Great Gray Wolf Sif (Dark Souls)


Afirmo aqui que a luta contra Sif é uma das mais “erradas” da série. Isso pelo simples fato que ela é feita para você se sentir um lixo de pessoa.

Ao contrário do que você pode pensar inicialmente, Sif não tem como objetivo te matar. O lobo protege o túmulo de Artorias e está lá para prevenir que ninguém use o Covenant of Artorias, item que permite andar pelo Abismo. A fera está lá para impedir que outros caiam no domínio das trevas, tal como Artorias sucumbiu.

A primeira coisa que podemos notar é que o conjunto de movimentos do lobo remete totalmente aos movimentos de Artorias (que só seriam vistos um tempo depois do jogo original, com o lançamento do DLC). As giradas, os ataques verticais, os pulos, todos foram aprendidos com seu mestre.

Depois disso, ao contrário da maioria de chefes de jogos, Sif fica mais fraco quando está com pouca vida. Na hora que ele começa a mancar e se segurar com dificuldade é possível notar o quão leal Sif é com o seu antigo dono. Se você nunca ficou mal ao ver a cena, não tem coração. E nem vou comentar da animação alternativa, que aparece ao enfrentar Sif após salvá-lo no DLC.

7 – Darklurker (Dark Souls 2)


Darklurker é um dos chefes mais interessantes do segundo capítulo da série Dark Souls. E curiosamente ele pode ser completamente ignorado, caso o jogador não faça a linha de história opcional da covenant Pilgrims of the Dark.

O anjo de quatro braços tem uma boa variedade de golpes, usando diversas escolas de magia em seus ataques. Qualquer descuido é o suficiente para acabar com seu personagem. Além disso, após dado momento, Darklurker se duplica, dobrando também seus problemas. Muita movimentação e um escudo bem levantado são as alternativas para derrotá-lo.

6 – Maneater (Demon’s Souls)


Um dos confrontos mais ingratos de Demon’s Souls, começando pelo fato que são dois inimigos ao invés de um. Não fosse isso o bastante, o espaço limitado da arena não colabora muito em tornar as coisas mais fáceis.

Um fato curioso aqui é que o Maneater é o único boss de toda a série em que flechas ultrapassam as névoas da porta. Com isso, é possível matar um dos dois demônios antes mesmo de iniciar a luta, tornando-a mais tranquila. Até hoje não temos certeza se isso é um bug ou algo deixado pelos desenvolvedores.
Um confronto bem parecido com este, mas com uma dificuldade menor é dos Gárgulas, no primeiro Dark Souls.

5 – Maiden Astraea (Demon’s Souls)


Após diversas lutas contra os mais variados tipos de demônios, é surpreendente notar que o ArchDemon do quinto mundo, Valley Of Defilement, é na realidade uma moça protegida por seu fiel guarda costas. Durante o começo da luta você ouve Astraea pedindo que você volte por onde veio. Seria aquele ser realmente uma criatura infernal?

Astraea, no começo, dirigiu-se até o vale para proteger e cuidar das pessoas que moravam lá. Porém, sua fé é abalada e, ao descobrir sobre o Old One, torna-se uma ArchDemon. Mas ainda com uma causa nobre. O objetivo dela era usar tamanho poder para o bem.

Por isso você luta contra Garl Vinland, cavaleiro que jurou protegê-la até o fim. Ao derrotar o oponente, e se encontrar com Astraea, a moça percebe que, para um bem maior, a vida dela deve acabar ali. E você passa por um dos momentos mais tocantes de Demon’s Souls.

4 – Four Kings (Dark Souls)


Aqui você percebe que Sif tinha razão em proteger o anel de Artorias. Os quatro reis de New Londo caíram perante o poder das trevas e se tornaram criaturas demoníacas. E claro que é você quem tem que se virar para acabar com essa sujeira.

Esta é uma luta que não pode ser encarada de forma leviana. No começo só um dos reis está presente, mas conforme o tempo passa, os outros aparecem, aumentando consideravelmente o desafio.

Esta mecânica contra o tempo instiga a estratégias bem diferentes. Muita gente entra na luta com a armadura de Havel, a mais pesada do jogo, e vai disposto a ser o verdadeiro tanque, segurando o máximo de dano possível. Na outra mão, você pode investir tudo em poder de ataque, e tentar explodir um rei antes do aparecimento do próximo.

3 – Burnt Ivory King (Dark Souls 2)



O último chefe do último DLC de Dark Souls 2 traz uma batalha que, na minha opinião, é uma das melhores do game.

A batalha se divide em duas partes. Na primeira você desce para a arena levando cavaleiros aliados que encontra durante a fase, no máximo de três. Além de te ajudarem a lutar contra os cavaleiros corrompidos, seus companheiros serão responsáveis por selar os portais que trazem os inimigos. O termo Campo de Batalha aqui descreve bem o que acontece.

Superada essa parte, você sozinho irá encarar o Rei de Marfim, que se prova um inimigo valoroso. Com movimentos rápidos, seus ataques chegam até a lembrar um pouco os de Gwyn, inimigo final do primeiro Dark Souls. Uma luta que vale a pena.

2 – Dragon Slayer Ornstein & Executioner Smough (Dark Souls)


Desde primeiro momento que pisamos em Anor Londo, a cidade dos deuses, tudo é grandioso. Pelo que você sabe da história até aquele momento, ali seria o grande objetivo de sua jornada. Nada mais justo então do que colocar um desafio à altura do grande herói que você é (ou deveria ser).

Os dois inimigos têm qualidades diferentes, que se completam. Smough é lento, pesado, mas possui um martelo monstruoso. Um acerto é o suficiente para te jogar longe e acabar com sua vida. Já Ornstein tem o poder do relâmpago. Movimenta-se com rapidez, podendo te pegar desprevenido a qualquer momento, além de te acertar a distância com as lanças elétricas. Resumindo, você não tem por onde fugir.

Como se lidar com os dois ao mesmo tempo já não fosse o bastante, ao derrotar um deles, o outro chefe rouba os poderes do aliado caído e tem sua barra de vida restaurada totalmente. Muitos palavrões já foram proferidos nessa hora, dizem estudos.

Por tudo isso, sair vitorioso desta luta é uma das sensações mais gratificantes que já tive na minha história com videogames. Só quem jogou sabe o quão recompensador é derrotar esta dupla que é verdadeiro inferno na terra.

1 – Knight Artorias (Dark Souls)


Escolher o primeiro lugar da lista foi difícil. Embora Ornstein e Smough tivessem tudo para serem os primeiros, acho que o posto mais alto deve ficar com o lendário cavaleiro Artorias, o campeão mais honrado de todos os tempos.

A luta contra Artorias é imprevisível e, por isso, fantástica. Não existe um padrão definido em seus movimentos, ele age quase como se fosse uma pessoa o controlando. Ele responde precisamente a todas as suas ações e vai te punir por todos os seus erros. Mecanicamente é um confronto extremamente desafiador e gratificante. Uma luta entre dois lordes.

Durante toda a campanha normal, Artorias é mostrado como um herói admirável por ter sido o único a ter atravessado o Abismo. Ao encontrá-lo percebemos que não foi bem essa a história. Ficamos tristes por encontrar a verdade. E determinados a derrotá-lo para pôr fim a seu sofrimento.

Mais interessante ainda é notar que o inimigo luta apenas com uma mão, sendo que o outro braço dele está inutilizado. Se ferido e dominado pelo Abismo, Artorias limpa o chão com a sua cara diversas vezes, imagine-o no auge de sua força!

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Com certeza vários boas lutas ficaram de fora. Divida com a gente quais são seus preferidos, quais mais te fizeram sofrer, quais você mais odeia, enfim, você entendeu. Compartilhe conosco o que você achou da lista.


Revisão: Vitor Tibério
Capa: Gabrielle Mustafa

Flávio Augusto Priori é formado em design de jogos e tenta ganhar a vida com esse negócio chamado video game. Para ele Metal Gear é a melhor série já feita e ainda acredita na volta da SEGA. Escrevia para o saudoso Minha Tia Joga LoL e hoje pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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