Blast Test

Homefront: The Revolution (Multi) te leva para a guerra nas ruas

Pegue sua arma e vamos fazer a revolução.

O gênero de jogos em primeira pessoa é dominado por jogos de tiro. Com tantas opções, é comum que haja títulos que se assemelhem entre si, de tal maneira que até seus anúncios e lançamentos se deem em datas próximas entre si, o que muitas vezes afasta jogadores que se sentem cansados demais pela inevitável repetição. Como, então,  mudar o tema e atrair jogadores sem tirar a zona de conforto de veteranos? A dupla famosa já mostrou boas opções, mas Homefront: The Revolution vem muito ousado e como um revolucionário.


Revolucionando

Homefront: The Revolution segue a linha clássica do gênero deixando todos aqueles que jogam, ou um dia jogaram, shooters rapidamente familiarizados com os controles do jogo. No papel dos revolucionários, vamos comandar um exército com a força de vontade e armas antigas — como suas virtudes —, enquanto o inimigo é claramente um exército com tecnologia muito superior a nossa.


Podemos escolher entre homem e mulher e, a partir desse ponto, vamos criar um personagem mais focado no campo de batalha ou para o suporte através de melhores atributos e desempenho para recuperar os aliados. Quando você ou seu adversário é abatido, dependendo do modo de jogo, temos um minuto para alcançar o local em que foi abatido e evitar a sua morte segurando o botão X.

Além das suas habilidades o jogo ainda permite personalizar a aparência do personagem com as roupas da cabeça aos pés, como toucas, luvas, jaquetas, calças, sapatos, entre outros, para citar alguns exemplos. Na versão beta, poucas opções estavam disponíveis, porém, ficou visível o que poderemos desbloquear. Também é possível gastar com caixas surpresas para ganhar armas, coquetéis molotov e acessórios.

Conhecendo o campo de guerra

Com nosso personagem pronto, resta apenas fechar a personalização escolhendo as armas primária e secundária que seguem o padrão da primeira ser mais pesada e letal, enquanto a segunda é voltada ao apoio (como as pistolas). Além da dupla, podemos abater soldados inimigos apertando RS para realizar um momento clássico e divertido dos jogos de tiro: operar. Você surpreende o oponente e realiza uma bela morte utilizando a faca de guerra.

Tudo pronto, temos três modos para encarar a guerra nas ruas da Philadelphia, berço da liberdade e que agora encontra-se muito destruída e arrasada, com visual mais parecido com o gueto. As ruas são um gigantesco campo aberto para os combates divididos entre os modos Infiltration, La Barracada e Enemy at Gate.

Infiltration foca em uma interessante disputa noturna cujo o foco é invadirmos a base inimiga e derrotar todo soldado que for avistado. Aqui você deverá controlar o seu lado Rambo e partir para pensar melhor suas estratégias. A noite este modo iguala as condições de sucesso tanto para seu time, quanto para o exército inimigo evitar a invasão. Caso seja bem explorada a vantagem noturna será a sua melhor aliada. Nossos inimigos estarão com suas armas equipadas com lanternas. Você será avistado caso entre no raio de visão do soldado apontando a lanterna ou caso atire em alguém.

La Barracada traz um modo muito conhecido com uma dinâmica que ficou muito interessante. O cenário agora é à luz do dia. Começamos invadindo um posto inimigo e, após eliminarmos os soldados, devemos retornar para um dos nossos pontos de defesa, quando o jogo se inverte — devemos, então, defender a invasão rival. O modo segue essa dinâmica, deixando alguns objetivos para serem batidos enquanto o confronto se desenrola ou um dos lados é abatido totalmente.

Enemy at Gate foi o melhor dos três na minha opinião e experiência com os modos. Todos os três são interessantes, mas a liberdade para realizar os objetivos, explorar o mapa e matar os inimigos deste modo é muito livre. O objetivo principal é desativar os servidores das torres de comunicação do exército adversário. Neste modo vemos o potencial de mundo aberto das ruas e podemos explorar os prédios e casas destruídas, além de poder utilizar motos para nos deslocarmos nas ruas e atropelar os inimigos, garantindo o aumento do seu contador de mortes.

Prepare-se para a guerra online

A ambientação de Homefront: The Revolution foi muito bem realizada, e como os modos se diferenciam torna a imersão ao jogo algo muito natural. Nossos recursos são os primeiros a nos deixar cada vez mais dentro desse universo: a munição é escassa e difícil de ser encontrada, o que nos obriga a realizar saques nos mortos em meio ao cenário caótico das ruas.

Para um beta, o jogo se mostrou em um bom estágio de desenvolvimento e os servidores merecem elogios. Quem acompanhou a live viu como o jogo flui fácil quando encontra as partidas. Levou umas três tentativas para se conectar ao servidor principal e, logo após, bastou selecionar o modo e aguardar outros jogadores para começar a diversão. Em meio a varias partidas, em apenas dois momentos houve uma cena curiosa do personagem rival estar no ponto A e sumir. Deu a impressão de ser um pequeno lag, porém a partida estava fluindo normalmente. Essa cena aconteceu duas vezes e foi o único ponto baixo, mas que não atrapalhou a experiência nos dois momentos.

Homefront: The Revoluiton será lançado no dia 17 de maio para PC, Xbox One e PlayStation 4.

A versão testada foi de Xbox One.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: João Leal
Renan Pinheiro é amante dos games de luta, em especial briga de rua. Segue escrevendo de música a games, sempre em busca dos mais fortes artigos. Pode ser encontrado no HMBR, na Live ou Twitter!

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