Os jogos preferidos de 2015- Dácio Augusto

Uma lista com os jogos que mais se destacaram para o Dácio em 2015

2015 se foi e com isso chegou aquele periodo de olhar e refletir sobre o ano. Claro que, no caso deste site, irei refletir sobre o que joguei durante o percorrer dele.

E eu estou decepcionado! Esperava muito, talvez. O ano começou com a impressão que minha série favorita iria receber seu novo título (Zelda U), mas acabou recebendo um remake para o 3DS e um jogo novo, mas muito diferente, para a mesma plataforma (Majora’s Mask 3D e Tri Force Heroes, respectivamente). Aguardava ansiosamente a conclusão da saga Metal Gear para levar um Solid Snake Simulation na cara (Metal Gear Solid V) e percebi o quanto a Bethesda falha em níveis horríveis em fazer um RPG, sendo seus jogos mais sandbox que qualquer outra coisa (Fallout 4). Mas sabe o que é mais curioso? Boa parte dos jogos citados acima estão entre as melhores coisas que joguei no ano. Meio irônico, não? 

Bom, sem mais delongas, vamos falar sobre os meus jogos favoritos de 2015:

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Eu posso resumir meu problema com esse jogo na palavra “expectativa”. A expectativa que tanto Hideo Kojima nos vendeu ao falar sobre a história do jogo, que ele nos passava com seus trailers espetaculares e a expectativa irreal que minha cabeça de fã criou para o jogo.

O que se viu depois do lançamento foi que Kojima nos usou como parte de seu mais novo experimento pós-moderno que, sim, é fantástico, mas não consegue evitar um certo gosto amargo na boca. Eu consigo admitir o quão ele deixa a marca de Kojima na história dos jogos eletrônicos, mas não era essa a história do Big Boss que eu esperava.

Só que ao mesmo tempo tem um dos gameplays mais genuinamente fantásticos e divertidos que já pude jogar. É incrível, sério. Usar o fulton em cima de um jipe ou derrotar a Quiet jogando supply drops são dos momentos mais marcantes que já tive nos videogames, graças ao característico absurdo de Kojima. Enfim, é uma decepção, sim, mas deixa lembranças muito grandes. Irei sentir falta da série.

Fallout 4


Em uma época distante, mais conhecida como 2011, Skyrim foi apresentado na E3 com uma frase marcante “Tá vendo aquela montanha? Você pode ir lá”. A força dessa frase e o seu momentum bem aplicado numa época quando os jogos cada vez mais estavam virando uma festa de eventos programados, com pouca liberdade real ao jogador tornaram Skyrim um dos jogos mais hypados que pude presenciar e também um sinônimo de RPG mundo aberto.

Quatro anos depois, a Bethesda lança uma nova roupagem dele que, envolto em uma já aparente decepção por gráficos um tanto inferiores quanto ao esperado e não apresentar nada de realmente diferente, começa a cair rapidamente no desgosto do público. Mas vende muito, muito mesmo. Esse é Fallout 4, e sim, ainda é um bom jogo! Mas Skyrim iniciou um período no qual RPGs de mundo aberto se tornaram cada vez mais comuns. Ver um jogo que lembra tanto ele mas com outra skin é uma coisa que estamos habituados, mas nenhum com um nome grande. Mais uma vez, meus problemas com o jogo podem muito bem ser resumidos pela palavra “expectativa”, só que essa dói bem mais que com Metal Gear V. 

Só que, admito, a Bethesda sabe fazer esse sandbox RPG, o que o torna ainda muito jogável. É um bom jogo, sim, mas infelizmente me soa como um abuso de uma fórmula que, pouco a pouco, fica cansada. Veremos até onde a Bethesda consegue ir sem fazer algumas mudanças. No fim, a empresa deve estar em uma escolha tão pesada quanto a vida de seu filho ou a vida de milhares.

The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D

Remake competente, consegue aparar as arestas do jogo original e transformá-lo num produto muito mais brilhante.

Todos sabem como Majora’s Mask é perfeito e um estudo absurdo da mentalidade humana quando está se deparando com a morte. É uma experiência extremamente forte e contemplativa, que, acredito, todos deveriam jogar na vida.

Infelizmente joguei pouquíssimas coisas lançadas em 2015 mesmo, fazendo minha lista se resumir a um Top 3 por uma falta real de coisas que me marcaram. Mas posso citar aqui alguns jogos que joguei por um curto período graças a amigos e que deixaram uma impressão muito boa: Bloodborne, Splatoon e Super Mario Maker.

Espero que em 2016 eu possa jogar mais coisas lançadas no lançamento e que as minhas expectativas não destruam mais experiências minhas.

Feliz ano novo!

Revisão: Vitor Tibério


Dácio Augusto é estudante de Gestão Financeira na Fatec e redator no GameBlast. Cercado de jogos desde pequeno, foi crescendo e aprendendo a fazer avaliações mais lúdicas do que objetivas.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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