Os jogos preferidos de 2015 — Sérgio Bernardo

Minha seleção tem tiro no espaço, terror e futebol com carros.

Elencar os melhores jogos de um ano inteiro nunca é uma tarefa fácil para um gamer. Especialmente quando se trata de um ano tão bom quanto foi o de 2015... Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, Fallout 4, The Witcher 3, Bloodborne, Splatoon, Halo 5, Forza 6 e tantos outros títulos incríveis dentre os mais diversos gêneros chegaram às prateleiras para nossa alegria. Até mesmo Star Wars: Battlefront voltou das tumbas, quem diria? Bem, a verdade é que dessa vez a briga ficou tão acirrada que não há primeiro, segundo nem terceiro lugar.

Ainda que eu reconheça a grandiosidade de todos os jogos citados no parágrafo acima, vale adiantar que nenhum deles consta na minha lista. Afinal, ela é bem pessoal. Agora, com todo orgulho gamer do mundo, esses são os meus queridinhos de 2015.

OlliOlli2: Welcome to Olliwood (PC, PS4 e PS Vita)


Se você é um daqueles que adora um joguinho desafiador — Flappy Bird é um bom exemplo — pra ficar competindo com seus amigos pra ver quem faz a maior pontuação, OlliOlli 2 é para você. Não se engane com os gráficos simples, concluir todas as metas para ter 100% de aproveitamento nas pistas exige muita, mas muita habilidade e paciência. Se o primeiro OlliOlli já era difícil, esse veio para elevar ainda mais o nível dos jogadores, adicionando novas manobras, como a manual, e metas sádicas, como a de completar a tela inteira em um único combo. Por um precinho camarada de jogo indie, OlliOlli 2 é o que vi de melhor em games para partidas rápidas e extremamente viciantes.

Destiny: The Taken King (PS4, PS3, XBO e X360)


Quando chegou ao mercado, no final de 2014, Destiny trazia uma proposta ousada: a de ser um enorme MMO de tiro em primeira pessoa. Apesar da péssima narrativa — quase inexistente no lançamento do jogo, das missões super-repetitivas e do conteúdo escasso, este apresentava uma das melhores experiências multiplayer do momento, senão de sempre. Com a chegada da terceira expansão, a The Taken King, que acrescentou missões mais estratégicas com batalhas mais diversificadas contra chefes, novos modos PVP, nova história e centenas de armas e equipamentos exclusivos, a Bungie fez um trabalho incrível melhorando seu jogo através do feedback de seus fãs e de sua comunidade dedicada de jogadores. Por essas e outras, este foi um dos jogos que mais joguei em 2015. Tomara que continue assim, cada vez melhor!

Resident Evil Revelations 2 (PS4, PS3, PS Vita, XBO e X360)


Quando o primeiro Revelations foi lançado, fiquei extremamente impressionado por dois motivos: primeiro pela qualidade que o estúdio da Capcom foi capaz de alcançar em um título portátil (joguei a versão de 3DS); segundo, e mais importante, pelo fato da série finalmente ter voltado aos trilhos com um ótimo jogo de terror e suspense, capaz de deixar o jogador apavorado em diversos momentos, algo que seus fãs (eu incluso) não aguentavam mais esperar. Fazendo jus ao seu antecessor, Revelations 2 manteve o tom mais sombrio que caracterizou a franquia em sua origem e foi feliz em somar a isso uma campanha cooperativa do início ao fim, como feito antes em RE 6 — que aqui parece até ter entrado na onda de The Last of Us, explorando melhor o relacionamento entre os personagens. Embora não seja uma revolução, é o jogo que melhor aproveita o que houve de bom na série ao longo de todos estes anos.

Rocket League (PS4, PC e XBO)


Não é preciso ser um daqueles fãs de futebol digital, que compra FIFA/PES todos os anos, nem mesmo alguém que jogue um deles ainda que casualmente. Rocket League é um jogo único e que em 2015 divertiu mais do que qualquer outro. Isso porque a premissa é simples: a equipe de carrinhos que conseguir mais gols vence, mas isso não é tão fácil quanto parece. Em alta velocidade, acertar a bola é tão difícil quanto pôr o rabo no burro com os olhos vendados… Leva um bom tempo para se tornar um bom boleiro, e durante esse tempo a risada é garantida. Recomendadíssimo!

Until Dawn (PS4)


Admito não ter gostado muito do que vi sobre Until Dawn na primeira primeira vez em que o game foi apresentado ao público, quando o plano ainda era dele ser lançado para PS3. Aquilo de jogar com o “Wiimote” da Sony não me parecia uma boa ideia. Sem falar no estilão de filme de terror adolescente de categoria C, e não B, adquirido posteriormente. Por sorte, o projeto recebeu maior investimento e foi migrado para PS4. Com os primeiros gameplays divulgados para a nova plataforma, que mostravam tanto o amadurecimento da arte, como dos personagens — ou elenco, as esperanças de ver um nova franquia de qualidade decolando na nova geração subiram drasticamente. Ainda assim, graças a sua ótima narrativa, ao modo como a descoberta de itens pelo cenário tornava cada jogada única e a uma surpresinha que foi guardada a sete chaves até seu lançamento, Until Dawn superou minhas expectativas e posso afirmar que hoje é um dos principais exclusivos da Sony.

2015 vai deixar saudades… E vocês, quais os jogos que mais se identificaram?

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Farley Santos
Sérgio Bernardo escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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