Os jogos preferidos de 2015 — Pedro Vicente

Títulos populares, e outros um pouco menos, compõem a minha lista pessoal do ano.

2015 foi um dos anos que joguei mais jogos na minha vida e confesso que uma parcela destes não foi lançada no ano passado. De qualquer forma, consegui jogar um punhado dos grandes lançamentos, além de outros títulos menores. Como não tenho Xbox One e meu notebook atual só roda um ou dois jogos, muitos em que me interessei ao longo do ano não pude jogar, como por exemplo Ori and the Blind Forest, Her Story e Jotun. Meus consoles em 2015 foram PS4, Wii U, 3DS e Vita. Entre dezenas de jogos, esses são os nove com que mais gostei de brincar em 2015.

Disgaea 5: Alliance of Vengeance (PS4)

Fazia alguns anos que eu não jogava um Disgaea, série que sempre gostei muito. Felizmente, eu encontrei muito do que eu lembrava: palhaçadas, personagens esdrúxulos, situações absurdas, uma batalha tática refinada, um monte de sistemas diferentes para dominar e uma quantidade graúda de conteúdo.

Entre danos na casa dos seis dígitos e uma história que reunia vários overlords contra um violento imperador demônio, minhas horas em Disgaea 5 foram muito bem gastas

Rocket League (PS4/PC)

Como quase todo mundo, eu não estava dando nada por esse título. Aliás, só instalei visto que era um dos jogos Plus do mês. Bastou um minuto de jogo para ver que estava diante de algo especial. Diferente e inesperado, Rocket League é uma delícia de se jogar. As partidas vão se seguindo e é fácil ver a hora passar.

Felizmente eu acabei ficando bom nesse negócio, o que me rendia mais e mais tempo de jogo, em busca de um novo hat trick, de um epic save diferente ou quem sabe da descoberta de uma nova jogada. Que diversão que é Rocket League!

Undertale (PC)

Uma das belezas do título é ter sido feito por um cara, muito talentoso, que simplesmente quis fazer um jogo para tocar, divertir e ficar na memória das pessoas. E a tarefa foi cumprida de maneira ímpar. Undertale é divertido, tocante, original e mais um tanto de adjetivos. Em poucos minutos percebemos o quanto o título é uma carta de amor aos jogos, ao mesmo tempo em que subverte algumas coisas estabelecidas desde… sempre.

Não é só a possibilidade de não matar nenhum monstro que encanta, mas sobretudo como cada batalha compreende uma micronarrativa apoiada nas mecânicas e no sistema de batalha. Cada inimigo novo traz uma história nova, ao invés de apenas irmos vencendo monstros de forma indiscriminada e quase igual. Além disso existe humor, muito humor. e personagens e tipos que rapidamente se transformaram em ícones da internet e da cultura gamer.

Mais importante do que qualquer prêmio, Undertale conseguiu tocar e divertir quem mais importava: os jogadores.

Bloodborne (PS4)

Quem acompanhou os textos da história do jogo no PlayStation Blast, sabe que eu “gastei” muito tempo em Yharnam no ano de 2015. A From Software se tornou referência para mim, e cada jogo da série Souls rapidamente se transforma em uma alegria na minha vida. Com Bloodborne não foi diferente, afinal estamos falando de um título com cenários impressionantes, um visual que complementa a ação, uma história que lentamente vai deixando de ser um conto de terror físico sobre lobisomens e bestas e se torna um conto de terror psicológico, lovecraftiano, sobre o medo do desconhecido.

É também um conto sobre evolução, sobre loucura, sobre desgraça, enfim, sobre uma infinidade de temas. Como sempre, vemos uma Lore bonita e poética. O sistema de reganho e as mecânicas de batalha realmente favoreceram uma treta mais veloz e frenética, enquanto a utilização do Sangue e do Discernimento não apenas como moedas do jogo, mas também de um ponto de vista narrativo, é a cereja do bolo.

Enfim, Bloodborne é um dos meus preferidos de 2015.

Life is Strange (Multi)

Não chega a ser um guilty pleasure (termo em inglês que designa algo que gostamos mas temos vergonha ou que gostamos secretamente já que nos envergonha), mas em muitos momentos eu ficava me perguntando “por que eu gosto desse jogo?”. Eu gosto simplesmente porque eu gosto, assim como muita gente. Entretanto, isso não é apenas uma afirmação da minha subjetividade, já que Life is Strange possui uma série de méritos que independem do meu reconhecimento ou não.

O primeiro deles é a construção de um grupo carismático de adolescentes. O segundo é a habilidade para dar ritmo aos episódios, terminando-os com ganchos que não apenas prendiam o jogador como também possibilitavam o surgimento de teorias e discussões, fortalecendo sua base de fãs. Tem também momentos que usam muito bem a mecânica central de controle do tempo da Max, além de uma trilha e um visual que complementam toda a experiência.

Acima de tudo, Life is Strange esteve comigo de janeiro a outubro, e quem sabe pela vida inteira.

Splatoon (Wii U)

Diferente do que aconteceu com Rocket League, eu já estava com ótimas expectativas para a nova IP da Nintendo — assim como aconteceu com Rocket League, como é divertido jogar Splatoon! Aliás, eu não estava com muita expectativa para o modo campanha, e como eu estava enganado em pensar assim. Ainda que possivelmente curta, a campanha é muito bem feita, sendo um dos meus level designs favoritos do ano.

Todavia, o jogo brilha mesmo no multiplayer e na atmosfera moderna do seu HUB. O tempo também vai passando sem nem você se tocar enquanto vai jogando Splatoon contra outros jogadores. O game é bonito, colorido (óbvio) e a união das mecânicas de atirar e se locomover de forma simbiótica traz um frescor. Aliás, é impressionante a qualidade do jogo quando lembramos que a Nintendo não tinha uma engine de shooter e também não usou um motor de terceiros.

Splatoon, assim como Mario Kart 8, Rocket League e PES, se tornou um companheiro para vida toda.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain (Multi)

O último Metal Gear de Hideo Kojima é diferente, mas com certeza não deixou a desejar. Gostei muito de passar horas planejando e executando ações, controlando a Mother Base e me preparando para a próxima missão e os novos trechos de história. Entretanto, para além da história que aparece em cenas, The Phantom Pain consegue nos faz viver histórias através das próprias missões e desafios.

O título é excelente mecanicamente e traz sistemas refinados. Mesmo sem tantas batalhas contra chefes como nos outros jogos, MGS V consegue trazer ótimos momentos. A própria luta contra o Man on Fire foi muito bem pensada, com possibilidade de vencer de diferentes formas, como esperamos de um game de Hideo Kojima.

Entre tantas missões e momentos, MGS V: The Phantom Pain me divertiu, emocionou e entreteu por dezenas de horas.

The Witcher 3: Wild Hunt (Multi)

Eu não conhecia o fantástico mundo de Geralt de Rívia até a chegada de Wild Hunt. O mundo realmente é maravilhoso, não apenas visualmente como também na construção dos ambientes. A forma como as missões se entrelaçam e se afastam, sempre trazendo novos personagens ou novos momentos com os personagens já conhecidos, nos guiando pelos cenários e cidades, é de tirar o fôlego.

Os personagens também são um dos pontos altos do jogo, além de toda a mitologia por trás criada a partir dos livros de Andrzej Sapkowski. Jogar Gwent também não é nada mal e me lembrou das inúmeras horas que gastava jogando Triple Triad no Final Fantasy VIII, ainda que sejam jogos de cartas bem distintos.

Felizmente fui introduzido a essa série, agora já estou lendo os livros e me preparando para jogar os títulos anteriores.

Super Mario Maker (Wii U)

Em 2015 eu fiz apenas uma parte do que Super Mario Maker proporciona: jogar as fases criadas pelo povo. E só fazendo isso deu para perceber que SMM não é apenas um game, mas sobretudo uma plataforma de jogos. Existem muitos designs tradicionais, mas tantos outros originais e inventivos.

Me preparo em 2016 para começar a conhecer o outro lado da experiência: criar fases. Vamos ver se vai ser tão recompensador quanto jogá-las, mas de qualquer forma o tempo que passei com Super Mario Maker foi um dos mais especiais do ano.

~

Essa foi a lista dos meus jogos favoritos de 2015. Não quer dizer que acho eles excelentes ou sem falhas ou até mesmo que outros jogos sejam ruins ao meu ver, apenas que foram esses os que eu mais gostei, com toda a sinceridade. Em 2016 pretendo jogar e conhecer ainda mais jogos. Que venha um ano tão bom quanto 2015!

Revisão: Robson Júnior
Pedro Vicente é um homem sem qualidades. Para se esquecer das décadas de fracassos de sua vida real, resolveu passar parte do seu dia jogando. Iniciado nos games por Adventures e JRPGs, hoje em dia joga de tudo. Gosta muito de escrever sobre jogos, mas só dá nota 10 para games em que você pode dar Suplex em um trem.

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