Cinco motivos por que a vinda de um novo Onimusha deve ser comemorada

Uma vez exemplo das boas ideias da Capcom, a série que parece ter entrado em um limbo pode retornar a qualquer momento, trazendo de volta consigo a era de ouro da empresa.

Na última semana a Capcom surpreendeu muitos fãs esperançosos com o registro de uma nova marca para Onimusha, série que não ganha um novo título em consoles há quase uma década. Entre os boatos sobre o que o registro realmente significa estão o de um MMO Free-to-Play, seguindo o mesmo padrão do recém lançado Dragon’s Dogma Online ano Japão. Porém, a informação já foi negada pela empresa.


Outro rumor é a possibilidade do relançamento em alta definição dos jogos feitos para o Playstation 2, que parece não ter ocorrido graças a problemas de uso das imagens dos atores escalados como protagonistas. Seria algo viável, já que o relançamento de títulos de sucesso é uma das grandes apostas para faturamento da Capcom graças ao bom desempenho de Resident Evil HD (Multi).

Mas é claro que, para um aficionado pela saga de Samanosuke Akech, Jubei Yagyu, Jacques Blanc e Soki contra o império demoníaco de Nobunaga Oda, uma nova aventura neste universo é a mais atraente das alternativas. Reuni abaixo cinco motivos do porquê devermos todos torcer por um novo título.

5 - O Japão antigo tem sido um cenário pouco explorado

Alguns tipos de ambientações mais próximas a nossa cultura começaram a ser corriqueiras nos jogos, graças à ascensão das desenvolvedoras ocidentais na última geração de consoles. Títulos como Demon’s Souls, Skyrim e Dragon Age, três dos mais bem falados dos últimos anos, trouxeram a idade média ou algo similar em estilo de fantasia medieval.

Desta forma, a estética tradicional da era japonesa foi deixada mais de lado inclusive pelas desenvolvedoras orientais, apesar de ótimos títulos como Ryuu ga Gotoku Kenzan! e Ryuu ga Gotoku Ishin! (Ambos da série Yakuza) chegarem ao PS3 e PS4, mas somente no Japão. Onimusha é a série perfeita para trazer de volta este estilo de jogo no formato AAA.

4 – A tecnologia atual faria muito bem à série

Sim, o esquema de câmera das três primeiras aventuras faz sentido: dá um ar cinematográfico único aos jogos, assim como cria uma tensão parecida à série Resident Evil. Porém, é difícil não se pegar pensando como a tecnologia das plataformas atuais poderia mudar toda a dinâmica da série com cidades, vilarejos, cavernas e castelos ainda mais sofisticados prontos para serem exploradas.

Ou seja, são dez anos de desenvolvimento da indústria e suas ferramentas para ampliar os limites da série e ressuscitá-la de forma inovadora. Claro que o clima de suspense ainda seria muito bem-vindo com a utilização do esquema clássico de câmera. O thriller Until Dawn (PS4) mostrou recentemente como um sistema de visão fixa do cenário do jogo ainda tem muito para oferecer ao mundo dos games.

3 – Onimusha traz um horror muito singular

Essa é uma questão que pode dividir opiniões. O clima de survival horror é, na minha humilde opinião, um dos grandes trunfos da série, principalmente em Onimusha Warlords (Multi) e Onimusha 2: Samurai Destiny (PS2). O terceiro game, Onimusha 3: Demon Siege (PS2), e seu sucessor, Onimusha: Dawn of Dreams (PS2), dão preferência a um estilo de jogo mais dinâmico e uma trama ainda mais grandiosa, a exemplo de Resident Evil 4 (Multi).

Caso volte às suas origens – fica aqui minha súplica –, a série tem tudo para trazer uma nova perspectiva de horror para o mundo dos games. Esta estética é raramente vista nos dias de hoje no gênero, salvo raras exceções, como o recém-lançado Fatal Frame V: Maiden of Black Water (Wii U) ou Ni-Oh (PS4), exclusivo programado para chegar às lojas em 2016.

2 – É preciso retornar a série à glória

Apesar de o último jogo ter sido lançado aos consoles em 2006, o nome da série tem sido utilizado em alguns jogos com um gosto um tanto quanto... Duvidoso. Em 2012 a Capcom trouxe ao mundo seu primeiro browser game, Onimusha Souls, que mais tarde chegou também às plataformas mobile e ao PS3. Apesar de premiado, ele traz pouca coisa do legado da saga, e nos faz questionar a necessidade de sua existência.

Isso não significa, porém, que outras ideias ou um approach diferente sejam proibidos. Até porquê já tivemos spins-offs muito divertidos e bem feitos, caso de Onimusha Tatics (GBA) de 2003. A questão é: uma série que é tida como a sexta maior propriedade intelectual da empresa merece muito mais esmero.

1 – Um novo jogo marcaria um retorno da Capcom que amamos

Não é segredo que nos últimos 5 anos a empresa tomou decisões que a tornaram um alvo e exemplo de muito do que há de errado na indústria de games atualmente. DLCs dentro do disco e ignorar séries adoradas por jogadores de todas as idades são dois dos maiores pecados cometidos por ela, dos quais são vítimas alguns dos seus maiores títulos: Mega Man e o nosso Onimusha.


Porém, não podemos deixar de lado o esforço que a Capcom tem feito para ouvir mais a opinião e os pedidos de fãs de todo o mundo. Por exemplo, Street Fighter V (PS4) dá ao jogador a oportunidade de destravar todo o conteúdo extra com seu próprio esforço. Agora, com a descoberta do novo registro, parece que a empresa busca realmente um recomeço.

Não vou negar, ficarei muito feliz caso este seja somente um passo necessário para uma versão HD dos jogos originais. Mas, não custa sonhar um pouquinho com o que poderia ser realidade, não é? No mais, vamos continuar na torcida para que a melhor das hipóteses não seja só uma hipótese, e que Onimusha 5 chegue o mais rápido possível às nossas casas!

Revisão: Gabriel Verbena
Capa: João Gilberto Melo
Thiago Caires escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.
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