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Análise: Thief Town (Multi) é divertido, mas muito curto

Thief Town aposta na diversão e no saudosismo dos jogos de Atari, mas o jogo não precisava ser tão simples como os jogos antigos


Desenvolvido pela Glass Knuckle Games especialmente para os saudosistas do Atari, Thief Town apresenta um visual digno do começo dos tempos dos videogames caseiros, com a diversão que só um jogo em multiplayer local é capaz de proporcionar.

O jogo desafia os jogadores a descobrir "quem é quem" na tela. Misturados com vários NPCs, apenas quatro deles são realmente os jogadores, que precisam da forma mais discreta possível matar uns aos outros. Simples, divertido… mas é só isso.

Fatiou... passou

O game não possui nenhuma trama, trata-se de um jogo puramente competitivo, um estilo meio esquecido nos anos 80. O título deve ser jogado com no mínimo dois e no máximo quatro jogadores, com um. objetivo bem simples: assassinar os outros participantes. Durante as partidas, o jogo apresenta uma tela com diversos personagens e NPCs todos idênticos. Os NPCs ficam apenas circulando pelo cenário e o jogador tem que reconhecer os seus adversários e ao mesmo tempo se manter camuflado na multidão. Esse é o básico do game, que sofre apenas pequenas alterações nos três modos de jogo disponíveis:

  • Classic Thief Town - O modo clássico é bem simples e direto, o jogador deve localizar os adversários e esfaquear todos para vencer a rodada;
  • Spy Town - O objetivo continua sendo eliminar os outros jogadores, porém, nesse modo, alguns itens são distribuídos para os jogadores, como bombas de fumaça e sensores de movimento;
  • Drunk Town - Neste modo, o jogo sofre uma grande alteração. Um dos jogadores se torna o xerife, que em posse de uma pistola deve atirar nos outros jogadores antes que suas balas acabem.

A grande sacada do game são os personagens iguais. No início, o jogador fica até um pouco perdido pra descobrir quem é o seu personagem. Depois, fica a tensão de tentar descobrir quem são os adversários e finalmente o momento de desferir o golpe fatal e sumir na multidão. A diversão é garantida, mas não vai durar muito tempo.

Diversão que acaba rápido

O jogo funciona muito bem como uma homenagem aos jogos dos anos 80. Com visual em pixel, com uma paleta de cores sem muita diversificação e o fato do jogo ser apenas competitivo pode deixar os mais saudosistas bem satisfeitos. Entretanto, o jogo possui poucos modos de disputa, sendo que dois modos são extremamente parecidos. Isso passa uma impressão meio preguiçosa por parte dos desenvolvedores. Não é possível jogar online e não existe sequer um sistema de recordes, o que não deixa nenhuma motivação para continuar jogando o game.

Para piorar, o jogo não está disponível na PSN brasileira. Sendo assim, é preciso criar uma conta americana para adquirir o game, que custa atualmente $7,99 dólares, um valor que será uma surpresa na fatura do cartão de crédito, já que o dólar vem sofrendo constantes oscilações.


Enfim, Thief Town é um jogo divertido, principalmente quando jogado entre quatro jogadores, mas os poucos modos de jogo e o fato de estar disponível apenas na PSN americana podem tornar o seu custo-beneficio bastante decepcionante.

Prós

  • Extremamente divertido;
  • Homenagem aos jogos dos anos 80.

Contras

  • Poucos modos de jogo;
  • Objetivos parecidos;
  • Não está disponível na PSN brasileira;
  • Não possui nenhum atrativo para o fator replay.
Thief Town – PC/Mac/Linux/iOS/Android/PS4 – Nota 5.0

Versão utilizada para análise: PS4 
Revisão: Robson Júnior
Capa: João Gilberto Melo 

Ruan Fernandes conheceu os videogames muito cedo e logo se apaixonou, paixão esta que o levou a montar uma locadora de games, formar-se em Informática na FATEC, desenvolver alguns jogos e escrever para o GameBlast. Atualmente pode ser encontrado no Facebook ou surrando outros Players em partidas online de Mario Kart a Mortal Kombat.

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