Hands-on

Guitar Hero Live (Multi): tocamos o terror na BGS

Nova versão do game traz novidades bem-vindas que agradarão jogadores hardcore

Como jogador hardcore de jogos rítmicos (Rhythm Thief, Elite Beat Agents e DJ Max que o digam) e fã confesso da franquia Guitar Hero desde o tempo em que era possível jogar com os controles de PS2 — quebrei dois deles e uma guitarra, admito que fui à BGS atrás desse game como quem vai com sede ao pote de ouro. Por isso, se você, assim como eu, estava louco para ter noção se voltar aos palcos com guitarras de plástico desta vez está tão bom quanto antes ou quem sabe até melhor, não percamos mais tempo e vamos direto as minhas primeiras impressões. 


Saber que o jogo está sendo desenvolvido por um novo estúdio, chamado Freestyle, me deixou até com frio na barriga. Mas pelo o que foi possível conferir, esse pessoal parece saber exatamente o que está fazendo.

Guitarra nova= dificuldade elevada até para os veteranos

O gameplay, como era de se esperar após a divulgação da nova guitarra, mudou bastante. Agora o braço do instrumento conta com três casas, sendo que cada uma delas possui suas notas pretas e brancas, o que soma um total de seis botões. Com essa configuração, as combinações de botões apertados para tocar as notas estão aparentemente mais próximas vida real, o que se traduz em maior dificuldade para quem já estava acostumado com a antiga fórmula. Nos modos Iniciante e Regular, praticamente não sentimos a diferença se compararmos este aos títulos anteriores da franquia. Mas é no Avançado e no Experiente que as coisas mudam completamente; botões brancos e pretos se combinam o tempo todo e em uma velocidade até assustadora, à primeira vista. Porém, ao invés de frustração, o sentimento que rola é de emoção, como a de alguém inexperiente que se vê frente a um desafio novo e prazeroso. Basta seguir tocando que logo você começa a se acostumar. Meus shows, por exemplo, não foram interrompidos, apesar de que, em algumas vezes, isso tenha chegado bem perto de acontecer. E, felizmente, meus resultados foram melhorando de forma gradual.
Novo layout de botões permitiram combinações de notas — e posicionamento dos dedos — mais variadas que nunca.

Luz, plástico, ação!

Por falar em emoção, a tão prometida "experiência de estar em uma banda de verdade" pôde ser sentida a cada apresentação, graças as transições super naturais entre as animações. Sequer foi possível notar "cortes" nos vídeos enquanto as músicas eram tocadas. Quando se está indo mal, a plateia vaia e reage como quem exige mais de você. Seus companheiros da banda, por outro lado, buscam incentivá-lo para que você toque melhor, e isso tudo de forma bem convincente. O clima vai mudando aos poucos, para melhor ou para pior, dependendo de como a música vai se desenvolvendo. É engraçado notar o quanto isso pesa na forma em que o jogo é, de fato, jogado. Nunca me senti tão pressionado para acertar os acordes como desta vez. E isso é muito bom.
Toque tudo certinho e seja recompensado com o ânimo da galera!

Mudanças bem-vindas

No fim, a experiência foi mais gratificante que o esperado e o novo Guitar Hero vendeu fácil a imagem de que está renovado. A maior pulga atrás da orelha, que era o layout dos botões, pareceu apenas algo com o que devemos nos acostumar — uma surpresa agradável pelo fato de recolocar o jogador no papel de "iniciante". É quase como jogar GH pela primeira vez. 
Nos estandes, fones de ouvido podiam ser utilizados para ajudar os jogadores a se concentrar — o que garantiu com que muita gente fizesse pose no maior estilo rockstar.  
Observação: Apenas o modo Live, considerado a campanha do jogo, estava disponível. Isso porque o modo TV, que promete contar com uma série de canais no maior estilo MTV com clipes rolando para terem suas músicas tocadas, necessita de conexão com internet.
Sérgio Bernardo escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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