Top 10

Encare o seu medo: os 10 melhores jogos de terror para PC

De antigos clássicos aos maiores lançamentos, esses títulos irão provar que você não precisa de gráficos de última geração e jumpscares para morrer de medo.



O horror, assim como a comédia, é um dos gêneros mais subjetivos na escrita: uma série de fatores pode fazer você sentir medo ou gargalhar durante um jogo, e isso não necessariamente é prova de que os roteiristas falharam em sua missão de criar o clima desejado. Com isso em mente, dizer se um jogo de terror é — ou não — um dos melhores do seu gênero é um desafio que vai além de analisar somente a hype gerada em cima do lançamento.


A lista a seguir levou em conta jogos lançados para PC, com destaque para aqueles que fizeram uso das diversas emoções humanas ao longo de seu roteiro, não apenas apelando para o horror do começo ao fim. Achar a medida certa de terror foi a receita perfeita para ganhar uma boa posição nessa lista. Por fim, em alguns aspectos essa lista tenta evitar o óbvio e valorizar jogos que podem não ser tão conhecidos pelo público.

Com isso em mente, vem comigo aproveitar a chegada do Halloween e vamos descobrir como esses títulos marcaram gerações e se tornaram indispensáveis em qualquer lista de jogos de horror!

10 — Condemned: Criminal Origins (PC) / 2005



Condemned é um jogo controverso. Sua atmosfera opressiva e seus gráficos pixelados podem não agradar a maioria dos jogadores, mas não há como negar o clima de horror que permeia esse título. Basicamente, o jogo começa sua história como uma caça a um assassino em série — mas a caçada rapidamente se transforma em uma busca sangrenta por mais e mais vítimas.

Focando no combate corpo-a-corpo, onde praticamente qualquer coisa que se move quer matar o protagonista, na resolução de quebra-cabeças e no processo investigativo da busca por um criminoso, esse título tem tudo para garantir um ambiente perfeito para se explorar um misto de medo constante da morte com a ansiedade pela luz no fim do túnel.

9 —Left 4 Dead 2 (PC) / 2009



Não há como negar que Left 4 Dead 2 foi um jogo brilhante. Nos mais sutis detalhes, os criadores não falharam em mostrar todo o seu amor por clássicos filmes de terror, mas sem transformar o jogo em uma cópia que o faria perder sua originalidade. Por ser um shooter cujo foco não está no tiroteio, criando toda uma história de tensão e medo voltada para um local específico, Left 4 Dead 2 merece estar em todas as listas de jogos de horror.

8 — Teleglitch (2013)



Esse título coloca o jogador no papel de um cientista militar alocado em um planeta distante, único sobrevivente de um desastre que matou todos os outros habitantes. Os mapas representam diversos pontos da base destruída, mas seguem um estilo parecido com Diablo: eles mudam a cada nova visita do jogador.

Imagine um jogo feito para te confundir: corredores mudam conforme você avança e armas falham ou se tornam inúteis — tudo isso permeado com criaturas terríveis prontas para te destruir. A primeira vista, Teleglitch parece o filho de Doom com Bloodborne: um shooter de alta dificuldade que não perdoa erros. Ou você aprende com o jogo ou você — ou melhor, o seu personagem — morre. Simples assim.

7 — Vampire The Masquerade: Bloodlines (2004)



Representar o horror narrativo de um jogo de tabuleiro em um jogo eletrônico não é tarefa fácil, uma vez que diálogos em excesso e a customização do personagem podem quebrar o fluxo da narrativa e desfazer a tensão de uma cena. Mas nada disso impediu que esse título fosse além do esperado e — com o perdão do trocadilho — imortalizasse o já famoso cenário de RPG de mesa.

A necessidade de sangue — juntamente com a possibilidade de escolha de suas vítimas —, a exploração de cenários sobrenaturais, os encontros com clássicas criaturas da noite e o combate com lobisomens: Vampire é uma mistura perfeita de todos os clichês e clássicos mais adorados desse clássico cenário.

Além de todos os elementos já citados, Vampire sobreviveu por anos após ser abandonado por seu estúdio graças aos inúmeros remakes feitos pelos próprios jogadores, que incluíam até mesmo novas classes de personagem e customizações baseadas nos livros-jogos.

Definitivamente, vampiros não morrem tão facilmente.

6 — Resident Evil 4 (2005)



Apesar de muitos acharem que Resident Evil 4 não é o melhor jogo da saga, graças a alguns elementos de ação que desagradou alguns fãs, esse título merece estar em uma lista de terror. Seja pela violência gráfica das diferentes maneiras do protagonista morrer ou pelas constantes cenas permeadas pelo clima “corra-para-salvar-sua-vida”, a variedade de opções de combate, fuga e jogabilidade oferecidas pelo jogos o torna um dos melhores títulos de terror-zumbi já lançados.

E prepare-se para correr ou lutar sempre que ouvir alguém gritar: FORASTEIRO!

5 — Alien: Isolation (2014)



Misturando o clássico tiro em primeira pessoa com a furtividade, Alien: Isolation é definitivamente o melhor título já lançado sobre a saga. Dos pequenos detalhes no mapa até as terríveis criaturas que habitam o mundo, o jogo é um mergulho de cabeça na criação de Ridley Scott e sua equipe.

Alien: Isolation é uma história de perdas, uma representação constante do terror gerado ao colocar a humanidade no ponto mais baixo da cadeia alimentar: aqui, nós somos a caça. O jogador deverá buscar por respostas enquanto tenta a sobrevivência em uma localidade que é o campo de caça de um alien. Fugir é inútil. Você vai ser morto. Mas a cada nova morte cresce a esperança de que da próxima vez você vai conseguir escapar e é isso que torna o jogo tão especial — o jogador é estimulado a usar tudo o que estiver a sua disposição para conseguir sobreviver, inclusive contando com uma boa dose de sorte.

4 — Amnesia: The Dark Descent (2010)



Tem algo lá fora. E você vai ser pego.

The Dark Descent usa um dos tipos mais complexos e poderosos de terror: o terror psicológico. Sem a possibilidade de  entrar em combate ou de usar qualquer tipo de habilidade especial para se defender, o jogo coloca você no papel de um humano comum: um zé-ninguém preso em um pesadelo que nunca acaba. Um pesadelo que pode até mesmo não ser real — ou ser real demais para você ser capaz de manter sua sanidade.

O terror está lá fora, te perseguindo, mas sem nunca se revelar completamente. Andar pelo mapa é uma certeza de sentir a ansiedade quase que claustrofóbica que espreita a cada esquina, em cada nova sala. Em certos momentos, o jogador se vê tentado a não seguir mais adiante — pra que largar a segurança de uma sala vazia e iluminada pela incerteza da escuridão, mesmo que esta possa lhe levar até a saída?

E é justamente isso o que torna esse jogo tão especial.

3 — System Shock 2 (1999)



O terror da falha de experimentos de biotecnologia leva o jogador a ter que resolver mistérios e enfrentar o seus próprios companheiros — agora monstruosidades — para tentar sobreviver e fugir. System Shock é uma maestria do survival horror em primeira pessoa, revelando a tensão do seu clima desde a criação de personagem na forma de prólogo.

O jogo mistura a ação do combate de tiro em primeira pessoa com mecânicas de RPG e exploração, criando uma obra-prima aclamada que muitos especialistas dizem ter estado bem a frente do seu tempo na época de lançamento.

2 — Silent Hill 2 (2001)



O pesadelo começa quando James Sunderland recebe uma perturbadora carta de sua esposa. O problema? Ela está morta há três anos.

Esse título é a melhor representação do terror psicológico se manifestando em forma física. Dos monstros distorcidos até a ambientação fantasmagórica da cidade quase abandonada, tudo nesse jogo representa um aspecto psicológico do protagonista. E não poderia ser diferente, já que Silent Hill é uma história de perdas, de punição e de culpa.

Se todas as suas perdas e fantasmas pudessem aparecer e te arrastar para um pesadelo de punição que só acaba quando você finalmente abre os olhos para a sua parcela de culpa, Silent Hill seria o seu inferno.

1 — S.T.A.L.K.E.R.: Call of Pripyat (2009)



A série S.T.A.L.K.E.R. já é aclamada pela experiência de submersão em seus mundos, com jogos que transcendem o simples gênero de tiro em primeira pessoa graças à combinação de ambientação e atmosfera que criam um excelente nível de realismo no jogo. O mundo ao seu redor está morrendo, mas ao mesmo tempo é tudo tão vívido que é impossível não criar laços emocionais com os personagens e com as localidades apresentadas pelo jogo.

Ao explorar os esqueletos de uma sociedade e do mundo como ele já foi um dia, você é encorajado a ir cada vez mais fundo — e é justamente nas profundezas escuras que coisas sombrias habitam. Nas ruínas de um mundo antigo e maravilhoso, cada esquina pode representar a sua morte. E essa beleza e contraste entre a vida e a morte é justamente o que tornam esse jogo um inesquecível épico do horror.

E há muito mais lá fora…

Criar uma lista de jogos de horror é um trabalho praticamente impossível. Ao mesmo tempo em que é maravilhoso lembrar excelentes títulos que permeiam esse gênero, é extremamente difícil escolher entre tantos jogos que merecem destaque. Alguns títulos, como Alone in the Dark, ficaram de fora justamente por terem inspirado sucessores que de algum modo o superaram; outros foram deixados de lado apenas por não inovarem ou não chamarem atenção o suficiente.

Mas é para isso que podemos contar com vocês, leitores! Existe algum jogo que você incluiria nessa lista? Algum que você tiraria sem pensar duas vezes? Compartilhe com a gente os seus títulos favoritos e vamos reviver as memórias mais pavorosas dos games nesse Halloween.

Cheers!
Thiago Fernandes estudou Design Gráfico e Letras, mas atua como professor de Game Design com especialidade em Teoria dos Jogos e RPGs. É redator do GameBlast e editor da RPG Vale, mas tá sempre pelo twitter em busca de loot.

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