Confira como foi a coletiva pré-final do Mundial de League of Legends

Com representantes das duas equipes e da Riot, foi possível ver o que podemos esperar para a grande final e para o futuro

Nessa sexta-feira (30/10) no hall de entrada da Mercedes-Benz Arena foi sediada uma coletiva com as duas equipes que disputarão a final (KOO Tigers e SKT T1) e alguns representantes da Riot Games.

Tranquilidade acima de tudo

Depois de uma pequena retrospectiva com os melhores momentos do torneio tivemos a presença da KOO Tigers, representada pelos jogadores Kuro e Hojin e do técnico NoFe, e da SKT T1, representada pelos jogadores Faker e Wolf além do técnico kkOma.

O clima geral era de respeito mútuo e tranquilidade. Faker começou comentando como ele se tornou mais maduro desde sua última final do mundial, no ano de 2013, o que o permite entrar amanhã mais calmo e sem o nervosismo que o acompanhara em seu primeiro título. Faker também foi o centro de outra pergunta, dessa vez para Hojin, que teve que responder o que todos querem saber: o que faz Faker ser imbatível na mid lane?
"Ele possui muita habilidade e confiança para executar as jogadas que precisa. Além disso ele possui excelentes companheiros de time para o ajudar."
Hojin também comentou as dificuldades de enfrentar uma equipe tão forte como a SKT mas afirmou que eles estão focados e preparados para o desafio que o técnico NoFe descreveu como "a montanha que precisa ser escalada". NoFe também comentou que será preciso trabalhar o psicológico de seus atletas (devido ao retrospecto ruim contra a SKT) e que para ele não existe nenhum sabor especial em enfrentar outra equipe coreana, e que inclusive ele preferiria enfrentar a Origen em um "confronto de continentes".

Muito se falou também sobre o domínio coreano que se vê nos últimos anos (contando esse ano, os últimos três mundiais de LoL tiveram um equipe sul-coreana como campeã). Para kkOma não existe muita diferença técnica entre as diferentes regiões que participaram desse mundial, e que a grande diferença está no esforço aplicado pela sua equipe e seus compatriotas. kkOma também afirmou que sua equipe está calma e preparada para duelo de amanhã e que eles planejam fazer uso do fraco early game de seus oponentes para criar o espaço necessário para a vitória.

eSports e os planos para o futuro

Após uma breve pausa foi a vez dos representantes da Riot (Marc Merril, Brandon Beck, Dustin Beck e Whalen Rozelle) irem para o palco para responderem perguntas sobre a companhia e o futuro dos eSports como um todo. Whalen Rozelle começou comentando como esse patch está "confortável e divertido" e ressaltou o fato de que metade dos campeões disponíveis no jogo já foram utilizados somente no mundial. 

Logo depois tivemos a péssima notícia para os brasileiros de que a estrutura do mundial se manterá a mesma para o ano que vem, o que exclui a chance do Brasil ter direito a uma vaga direta no próximo mundial (algo que vinha sendo questionado ao redor do mundo após o bom desempenho da Pain Gaming no torneio). Todos, entretanto, não hesitaram em lembrar a histórica participação da equipe brasileira e como o nosso cenário vem crescendo nos últimos anos.

Outro cenário que mais uma vez voltou a ser tópico de discussão foi o coreano. Questionados se esse domínio da LCK pode ser maléfico para um cenário como um todo e se a empresa planeja criar torneios diferentes para evitar isso, Brandon Beck afirmou que o plano da companhia é, na verdade, aumentar o nível de todas as ligas internacionais, nivelando as equipes por cima.

Sobre a expansão do League of Legends e do cenário de eSports como um todo, todos foram categóricos em afirmar que ainda há muito a crescer. Brandon, entretanto, ressaltou que apesar das origens e inspirações das decisões da Riot muitas vezes virem de esportes tradicionais, a empresa não quer se afastar muito da "cultura gamer" para não precisar abdicar de alguns aspectos estratégicos. 

Para completar foi perguntado porque, apesar do crescimento contínuo do jogo ao redor do mundo, uma arena com capacidade inferior ao estádio usado no ano passado fora escolhida para sediar o evento. Dustin Beck afirmou que "Maior nem sempre significa melhor", e que essa escolha foi feita para melhorar a experiência do jogador, evitando alguns problemas enfrentados no ano passado como a luz solar presente no estádio e a dificuldade de recriar uma atmosfera de arena dentro desse tipo de local.

Amanhã é o grande dia

Depois de quase um mês de competição o mundial de League of Legends chega ao fim amanhã, com a grande final entre KOO Tigers e SKT T1. O GameBlast também estará presente na Mercedes-Benz Arena e trará todas as informações direto de Berlim. Não deixe de seguir nossas redes sociais para não perder um detalhe de nossa cobertura.
João Pedro Meireles é graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Viciado em jogos, em especial Mobas e RTS, passou boa parte da vida jogando-os e pesquisando sobre aqueles que não teve tempo de jogar, o que o levou a virar redator do GameBlast.
Este texto não representa a opinião do GameBlast. Somos uma comunidade de gamers aberta às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0 - você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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