Blast Test

MegaSphere (PC) garante diversão, apesar dos defeitos

Mesmo tendo muito o que melhorar, MegaSphere se mostra um jogo com grande potencial.


MegaSphere (PC) é um jogo independente de ação e plataforma 2D, atualmente em acesso antecipado na Steam, em que o jogador assume o papel de uma unidade especial de combate enviada para investigar porque as estrelas ao redor do sistema solar estão apagando; tudo isso em uma ambientação pós-cyberpunk muito bem apresentada por sua incrível estética, e essa é a primeira coisa que chama atenção no título, inclusive.

De encher os olhos

MegaSphere é indiscutivelmente lindo. Tudo no jogo é muito bonito. As animações são bem trabalhadas, a pixel art é incrivelmente bem feita, e o contraste com efeitos e iluminação mais modernas conversam surpreendentemente bem. Tudo pula aos olhos e é impossível não querer jogar assim que se vê o jogo.

Ver tudo isso em ação é de cair o queixo.
O visual, no entanto, causa alguns problemas por algumas vezes. Alguns elementos são tão chamativos que pode ser difícil diferenciar entre o que é um inimigo ou um elemento do cenário, assim como destacar plataformas ou partes de certos inimigos do fundo, o que poderia tornar a vida do jogador um inferno, caso não fosse tão fácil simplesmente deixar passar, porque no final a beleza do jogo fala mais alto.

Partindo para o jogo

Quando se fala de mecânicas, no entanto, o jogo tem alguns problemas mais graves. Apesar de serem responsivos e intuitivos, o uso do Joystick em MegaSphere é prejudicado em muitos momentos — e em partes que deveriam ser triviais. Fazer o sistema de mira funcionar bem no controle, que deveria ser o mais difícil, foi muito bem implementado, mas o jogo possui problemas em coisas triviais, como em não definir uma “Zona Morta” para o analógico, tornando até pular de uma plataforma pra outra um problema para o jogador; fora a navegação no menu, que pode ser um muito complicada.

Não é raro confundir itens, com inimigos, com o fundo. Tudo isso enquanto tenta-se acostumar com os controles não tão precisos.
Os defeitos de MegaSphere infelizmente não se resumem a isso. O design do jogo é confuso, e por mais que se passe uma ideia de exploração, ela é muito prejudicada com a quantidade de “becos sem saída” que tornam a exploração frustrante. Muitas vezes a primeira arma a se conseguir é complicada e desmotiva o jogador, que quer mais atirar freneticamente, e os inimigos são simplesmente chatos de se matar, parecendo grandes “sacos de hp”, que são difíceis unicamente pela quantidade de tiros que os mesmos resistem.

Apesar de tudo

Mesmo com todos os aspectos que me levariam a fazer um julgamento bem negativo de MegaSphere, o mais curioso sobre ele é como, mesmo assim, ele continua divertido. Pode ser pela incrível beleza do título, ou por suas mecânicas bem pensadas (apesar de mal executadas), ou simplesmente por tudo junto. Fato é que os erros de MegaSphere, apesar de bem problemáticos, são erros totalmente corrigíveis que justificam o jogo como Early Access. MegaSphere não é ainda o título incrível que parece ser, mas tem todo o potencial para se tornar, e aguardamos ansiosamente para que isso se torne uma verdade.

Revisão: Alberto Canen
Capa: Felipe Fabricio
Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

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