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Jotun (PC): um jogo de impressionar os deuses

Lindo, desafiador e brilhante. Jotun é um espetáculo de qualidades ainda maior que a soma de suas partes


Alguns jogos são muito aguardados por conta de seus belos gráficos e animações, outros por causa de uma jogabilidade interessante e estimulante, e outros por causa de uma instigante narrativa. Jotun é um jogo que conseguiu ser aguardado por todos esses motivos. Todos os teasers mostravam lindíssimas animações feitas a mão e uma jogabilidade desafiadora e divertida, além de suas referências à mitologia nórdica, que é sempre algo muito bem aceito. Tudo isso naturalmente cria muitas expectativas para o jogo, assim como a pergunta: Poderia Jotun cumprir tudo aquilo que prometia ser?


Acredite ou não, a ansiedade é maior ainda para quem teve um pequeno gostinho do jogo. Logo após testar o beta, fiquei me perguntando se o jogo completo seria tão incrível quanto aquele pequeno trecho que nos foi apresentado, até que enfim Jotun saiu, e talvez o título tenha adiantado um pouco isso, mas Jotun conseguiu superar até mesmo minhas expectativas, e eu garanto, elas eram bem altas.

Uma beleza única

A incrível beleza de Jotun é um de seus grandes pontos fortes. Os Jotuns e a protagonista Thora têm um charme único com seus traços a mão e facilmente ganham destaque nos olhos do jogador, mas também não diminuem o brilho dos incríveis cenários e da dimensão que eles apresentam. Tudo parece grande, incrível, como o melhor convite para uma aventura seria.

Jotun tem uma beleza de impressionar qualquer um.
A beleza de Jotun não para apenas em seus charmosos traços. Jotun nos apresenta a beleza da mitologia nórdica de uma forma fantástica. Conseguimos identificar diversas localidades do mito nórdico a partir do cenário, e a chance de explorar esses locais é uma experiência única. Além disso, temos a narração de Thora, que nos apresenta à história do mundo e a sua história de uma forma no mínimo brilhante.

Muitos jogos com base em mitologias pecam muitas vezes em parecer totalmente disconexos de seus mitos. Enquanto o exemplo mais fomoso, a série God of War, mais parece um filme (e não um dos melhores) do Schwazenegger na Grécia antiga, Jotun tem uma apresentação tão sublime e encantadora, que mais parece que você está vivendo um mito, e essa é uma sensação que poucos jogos que decidem por essas inspirações conseguem alcançar.

Excelente em todos os aspectos

Muitos jogos que prezam por um lado mais artístico acabam por dar preferência a esse aspecto em detrimento de aspectos de jogabilidade. Isso pode acontecer tanto por uma questão de foco no que seria mais importante pro jogo na produção, tanto por alguns aspectos de jogabilidade não contribuírem com o tema do jogo. Não tenho nada especificamente contra isso, e muitos jogos que fazem esse sacrifício acabam sendo excelentes produtos por focar naquilo que é de maior importância no título. Mas é inegavelmente bacana ver uma união de jogabilidade e temática tão sinérgica quanto a de Jotun.
É incrível ver a mitologia criar vida na tela.
Primeiramente, todos os aspectos da jogabilidade de Jotun são executados com uma maestria rara. O título possui uma dificuldade grande, mas sem colocar obstáculos entre o jogador e seus desafios. As animações são claras, a hitbox é tão precisa que assusta, e vários elementos são adicionados para conferir melhores condições para o jogador alcançar seus objetivos, como a sombra dos Jotuns que nos dá uma percepção clara dos ataques, e até mesmo um pequeno som para o ataque forte de Thora, que ajuda a criar uma noção de ritmo e facilitar o timing dos ataques.
Toda ajuda é válida para se derrotar um Jotun.
E não apenas a jogabilidade é incrivelmente bem pensada dentro de si, como ela conversa de uma forma fantástica com o tema do jogo. A dificuldade das batalhas com os Jotuns nos dá a noção do heroísmo da tarefa de Thora. Os ataques de Thora demonstram muito da sua personalidade, e os momentos de exploração reforçam a grandiosidade do mundo e da tarefa dela, embora esses momentos muitas vezes pareçam um pouco longos entre os Jotuns, que são o ponto alto do jogo. Mas nem de longe os momentos de exploração são indesejados, principalmente pelo quão compensadores eles são.

Uma aventura como poucas

Jotun é definitivamente um jogo incrível. Estupidamente belo, com uma jogabilidade sólida e uma narrativa de um charme inegável, é certamente um dos jogos mais surpreendentes e encantadores do ano, e olha que esse foi um ano incrível para a indústria. Jotun é ainda mais especial para apreciadores da mitologia nórdica, assim como de jogos com um grande lado artístico e jogabilidade desafiadora, mas não deixa de ser uma pedida certa para quem simplesmente quer um bom jogo, pois Jotun cumpre seu papel com excelência

Prós

  • Visuais e animações incríveis;
  • Jogabilidade sólida e bem resolvida;
  • Narrativa envolvente e coerente às referências.

Contras

  • Exploração um pouco longa.
Jotun - PC - Nota: 9.5
Revisão: Luigi Santana
Capa: Felipe Araujo
Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

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