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Jogos gratuitos recomendados da semana #07

Grande promoção: leve cinco jogos pelo preço de zero! Seja rápido, pois os games só serão gratuitos por toda a eternidade!

Atenção, atenção! Somente este final de semana¹: cinco jogos pelo preço especial de R$ 0,00! Isso mesmo, você não leu errado! Tem jogo para tudo quanto é gosto: plataforma, simulação, puzzle, tiro… Leve os cinco agora e ganhe um desconto de 100% na próxima compra²!




¹ O preço também é válido para as semanas seguintes.
² Válido somente para compras de até R$ 0,00.

Bullet Boy (Mobile)

Quem não se lembra daquelas “fases dos barris” de Donkey Kong Country (SNES)? Amadas por uns, odiadas por outros, elas eram uma das marcas registradas do jogo. Um verdadeiro teste de habilidade e precisão, era fácil perder todas as vidas nelas num piscar de olhos. Vejam só: alguém decidiu fazer um jogo composto apenas por esse tipo de fase. Bem-vindos à Bullet Boy (Mobile).

Os barris aqui são substituídos por canhões, as florestas por cidades voadoras e os gorilas por um garoto com capacete em formato de bala. Apesar das mudanças estéticas, o espírito é o mesmo. Há canhões que se movem, alguns que são automáticos, e vários caminhos e atalhos disponíveis para quem atirar na hora certa.

E mortes. Meu Deus, quantas mortes. Felizmente, assim como muitos jogos modernos, em Bullet Boy as vidas são ilimitadas. Além disso, é possível comprar certos itens para tornar as fases um pouco mais fáceis. Essas ferramentas são conquistadas através de moedas no jogo, que podem ser adquiridas com o uso de dinheiro real — mas as microtransações são discretas e totalmente optativas.

Recomendado para: Fãs de Donkey Kong Country.
Não recomendado para:
Fãs de Donkey Kong Country traumatizados pelas fases dos barris.
Quanto custa? Apenas 0 reais no carnê.
Onde jogar? Google Play, App Store.

50 years (PC)

“E se Civilization (PC) fosse feito 20 anos antes?” Provavelmente a resposta seria 50 years. Sua interface é completamente textual, com auxílios visuais extremamente rudimentares. Mas tudo o que torna Civilization especial continua presente. Jogatina em turnos? Checado. Centrado no desenvolvimento e gerenciamento de uma sociedade pequena até ela virar uma grande nação? Checado. Minotauros e zumbis? Chec— espera um segundo, Civilization não tinha minotauros e zumbis!

São pequenas diferenças assim que nos fazem lembrar os perigos de comparações. 50 years não é uma cópia de Civilization, pois possui várias peculiaridades que o tornam único — sendo a presença de raças mitológicas apenas uma delas. Em nenhum momento ele tenta emular ou ser um “demake” do clássico.

Ainda assim, é impossível não comparar os dois títulos. Apesar de todas as diferenças, grandes e sutis, os dois possuem o mesmo espírito. Ambos são cruéis armadilhas capazes de destruir noites de sono e qualquer resquício de produtividade. Só mais um turno…

Recomendado para: Quem quer jogar só mais um turno.
Não recomendado para: Quem acha que apenas mais um turno realmente significa apenas mais um turno.
Quanto custa? Pague em até 12 vezes de R$ 0,00 sem juros no cartão de crédito!
Onde jogar? Kongregate, Newgrounds.

Celeste (PC)

Já recomendei jogos feitos na engine Pico-8 antes (inclusive, recomendo outro logo abaixo), mas esse é especial. Para quem não sabe, o Pico-8 é um motor de jogo focado em limites. Desenvolvedores interessados em utilizar a ferramenta têm acesso a apenas 32kb de espaço, 4 canais de áudio e uma diminuta paleta de cores. O pessoal por trás do projeto leva a sério a filosofia de que limitações estimulam a criatividade.

Mas o que torna Celeste especial nesse ecossistema especial é a forma como ele abusa desses limites. Como seus criadores, Matt Thorson (desenvolvedor do excelente Towerfall) e Noel Berry bem explicam, “usamos basicamente todos os recursos disponíveis. 8186/8192 códigos, todo o spritemap, todo o mapa e 63/64 sons.”

O resultado final tem um apelo estético surpreendente. A música e visual parecem pegar somente as melhores partes da geração 8-bits e fazem algo único, bonito e cativante. Nenhum pixel ou chiptune foi desperdiçado.

A jogabilidade também é primorosa. Duas mecânicas vindas diretamente de Mega Man X (SNES) são replicadas: o wallkicking e o dash. Elas são muito bem aproveitadas pelo desenho das fases, que têm progressão vertical e exigem muita habilidade por parte do jogador.

Vale ressaltar, Celeste trata-se de um jogo de plataforma “puro”. Não há inimigos ou qualquer forma de combate, apenas saltos pixelados.

Recomendado para: Quem gosta de quicar em paredes virtuais (reais também valem).
Não recomendado para: Quem não gosta abismos e espinhos (só digitais).
Quanto custa? R$ 0,00, já incluso frete, imposto, inflação e juros.
Onde jogar? Pico-8.

The Tower of Archeos (PC)

Outro game produzido no Pico-8. Em Tower of Archeos, você controla um herói que deve subir ao topo de uma torre e derrotar um mago maligno. Em seu caminho, há uma infinidade de monstros. Você deve percorrer os 11 andares da construção, derrotando as criaturas ferozes, ganhando experiência e equipamentos melhores em sua jornada. Um RPG bem tradicional, não é?

A inovação está no modo em que se combate os monstros e explora a torre. Tower of Archeos mistura os elementos clássicos de RPG com puzzle. Seus inimigos são apresentados como blocos e você deve limpar o cenário para abrir baús e portas. Eles retalham seus ataques, fazendo sua vida diminuir, mas o tamanho do bloco não aumenta o dano recebido. A melhor estratégia é eliminar grupos gigantes primeiro para, assim, conseguir experiência e passar de nível, ganhando mais vida.

Apesar das semelhanças com Puzzles & Dragons (Mobile), a execução aqui é bem mais difícil e exige grande pensamento estratégico. Na maioria das vezes, o jogador fica no limiar da morte, sendo salvo apenas por conseguir passar de nível no último momento. Um movimento em falso pode colocar tudo a perder.

Infelizmente, o jogo não está disponível para plataformas mobile. Ele seria perfeito para se jogar em um smartphone.

Recomendado para: Fãs de Puzzles & Dragons.
Não recomendado para: Quem não gosta de puzzles (ou dragões).
Quanto custa? 0 reais, com frete grátis para todo o país.
Onde jogar? Pico-8.

Hazard (PC)

Às vezes, sinto saudades de shooters de velha guarda pseudo-3D como, Doom (Todas as plataformas da face da Terra) e Duke Nukem (Multi). Minha saudade não é do visual pixelado tentando imitar polígonos (apesar de que acho que poderiam fazer mais coisas assim), mas sim da jogabilidade frenética, cheia de tiros e mapas labirínticos.

Hazard (PC) consegue abater esse desejo em cheio. Todas as artimanhas que fazem jogos de tiro em primeira pessoa clássicos serem amados até hoje são replicadas magistralmente: falta de cover, abundância de inimigos, grande velocidade, bastante "vai e volta" nos mapas, level design intrincado...

Já visualmente, os pixels dão lugar a polígonos de verdade. Não é nada tecnicamente impressionante, mas os gráficos simples têm ótimo apelo visual. A direção de arte tem fortes inspirações em obras de cyberpunk e é possível sentir essas influências também na narrativa e no áudio. É como se alguém fizesse um jogo de Tron, mas, em vez de usar motos futuristas, dessem uma pistola ao personagem.

Recomendado para: Quem quer escapar da Matrix.
Não recomendado para: Quem acha que a colher é real.
Quanto custa? R$ 0,00 à vista.
Onde jogar? itch.io.

Fiquem de olho: semana que vem, voltaremos com mais promoções!

Revisão: Jaime Ninice
Lucas Pinheiro Silva é analista de sistemas web por profissão, gamer por vocação. Tem grande interesse em game e level design, o que o levou a escrever para o GameBlast. Em seu Facebook e Twitter também fala de outras coisas, como HQs, música e literatura.

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