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Análise: Party Hard (PC) - A festa está só começando

Cores, batidas e cenas fortes embalam este divertido e estratégico stealth para PC.


Party Hard é um jogo Stealth tático em que você controla um assassino que viaja os EUA cometendo assassinatos em festas, motivado por uma festa de seus vizinhos que não o deixava dormir. Apesar das consequências “um pouco” extremas, difícil não se identificar com a indignação do protagonista, e este é o primeiro sucesso de Party Hard: transformar uma raiva comum em um fator de interesse para o jogo. Mas a raiva não vai te ajudar muito nesse jogo, que exige uma boa estratégia do jogador.

A vingança é um prato que se serve frio

Party Hard é uma mistura de stealth tradicional com quebra-cabeças, em que não só é importante passar despercebido, para que suas vítimas não chamem a polícia, mas achar formas eficientes de se usar os elementos do jogo ao seu favor, e eles contribuem muito com isso. Apesar de não serem muitos (o que acaba deixando o jogo repetitivo depois de algum tempo), o jogo dispõe de itens e elementos do cenário com usos diversos que vão exigir um bom planejamento do jogador antes de serem utilizados.

Cuidado com a polícia.
As fases apresentam um grande número de pessoas, que são seus alvos, o que torna tudo mais complexo, principalmente considerando algumas dinâmicas que lembram as de festas, como salas com música estando mais lotadas. Porém, com essa dificuldade persistente em toda a duração das fases, acaba-se tornando muito punitiva caso o jogador falhe, pois ele retornará do começo da fase, gerando um ciclo de iteração longo e maçante. Isso é amenizado pela estrutura semi-procedural dos estágios, mas não é suficiente. Apesar disso, as mecânicas de Party Hard são agradáveis e divertidas.

Uma mistura para todos os gostos

Party Hard não é só uma mistura de gêneros em sua mecânica, mas é uma mistura como um todo. Enquanto seu gameplay lembra jogos da série Hitman, alguns elementos de puzzle tornam o jogo diferente o suficiente. Seu visual em pixel art com cores chamativas e cativantes, e sua trilha sonora com uma forte batida eletrônica não deixam de lembrar Hotline Miami (Multi), mas são diferentes o suficiente para garantir ao jogo uma identidade própria.

Party Hard é inegavelmente charmoso
 O mesmo acontece com sua narrativa, que muito lembra romances policiais pela forma como é contada, mas tem elementos de paródia claros que destacam o jogo, tornando a atmosfera dele mais leve. Embora seu tema tenha tudo para ser considerado um jogo mais pesado, todos esses fatores explicam sua recepção positiva, enquanto Hatred (PC), jogo com uma premissa similar, foi duramente atacado pela crítica. Apesar de discordar das críticas pesadas a Hatred pelo seu tema, Party Hard tem muito mais a oferecer, tanto em gameplay, quanto em visual, música e narrativa.

Party Hard é um game surpreendentemente divertido e empolgante. As inspirações de outros títulos são notáveis, mas passam longe de tirar a identidade do jogo, que tem seu mérito por si só. Apesar de alguns defeitos que tornam o jogo repetitivo, Party Hard é uma pedida certa para fãs de Stealth, Puzzle ou até mesmo para quem tem aquele vizinho barulhento e quer aliviar um pouco o estresse.

Prós
  • Bom uso de elementos de Stealth e Puzzle;
  • Visual chamativo e atraente;
  • Trilha sonora empolgante;
  • Narrativa contada de forma envolvente.
Contras
  • Repetitivo a longo prazo;
  • Iterações longas tornam o jogo mais cansativo.
Party Hard — PC — Nota: 8.0
Revisão: Alberto Canen
Capa: Felipe Araújo
Juni Chaves é formando em Sistemas e Mídias Digitais e atualmente redator no GameBlast e também no Ivalice. Grande interessado em Game Design e nas áreas artísticas que envolvem os jogos, não é raro encontrá-lo falando disso no Facebook e no Alvanista.

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