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Análise: Master Spy (PC) mistura furtividade com um lindo visual retrô

Seja um expert em stealth e desvende o mistério por trás de Master Spy, o novo jogo da desenvolvedora indie Turbogun.

Em um mundo em decadência cercado pela corrupção, você não pode ser apenas bom no que faz, você precisa ser o melhor. É baseado nessa premissa que Master Spy leva os jogadores a desafiarem todas as suas habilidades para solucionar os puzzles e descobrir uma trama de conspiração e intrigas que vão muito além do contrato investigativo inicial.


Suas armas para enfrentar os desafios se resumem a uma capa de invisibilidade, que podem te esconder de guardas comuns, mas não são efetivas contra ninjas ou animais. Com isso, há de se pensar em uma estratégia diferente em cada cenário, porque dificilmente o jogo irá permitir que você passe por uma etapa sem morrer algumas vezes.


A persistência é o que leva à perfeição

Cada missão do jogo é composta por algumas fases internas que consistem em áreas cheias de seguranças e obstáculos que precisam ser ultrapassados pelos jogadores. Para isso, é preciso coletar um ou mais cartões para poder abrir portas e avançar na empreitada. Os controles do jogo são bem simples, é possível passar o jogo todo usando apenas os botões direcionais do teclado e a tecla R para reiniciar a fase cada vez que você é pego.

O grande ponto de Master Spy fica por conta da persistência em tentar entender como cada inimigo funciona e conseguir passar das fases com perfeição. Por ser um jogo focado em furtividade, com o passar do tempo, novos itens são inseridos nos novos cenários para dificultar ainda mais a vida do jogador. Quando se pensa já possuir toda uma série de mecânicas e estratégias bem definidas, surgem novos elementos que fazem com que tudo seja repensado. Nesse aspecto, Master Spy é um jogo genial que sempre tenta exigir cada vez mais do jogador.
Malditas câmeras de segurança...

Nostalgia no visual e na trilha sonora

Se há uma coisa que deve ser boa em jogos que tentam remeter ao início da era dos jogos digitais, é a mistura entre o visual e a trilha sonora. Nesse ponto, Master Spy acerta em cheio, pois consegue fazer com que qualquer jogador aprecie de verdade o que ele tem para oferecer.

O destaque fica para as cutscenes em pixel art, que realmente fazem toda a diferença na história e no enredo do jogo. Já a trilha sonora ficou muito bem encaixada nas fases, pois permite uma maior concentração do jogador, além da ausência de quebra de ritmo que tem papel fundamental nas horas em que já não se aguenta mais morrer mas ainda assim é preciso ter calma para continuar avançando.


Divertido, mas peca em alguns pontos

Talvez um dos fatores negativos que mais chamaram a atenção em Master Spy é que ele não permite que você crie mais de um save ao mesmo tempo. Isso é ruim porque não se pode tentar jogar nos dois modos de jogo disponíveis ao mesmo tempo. Por exemplo, enquanto você faz uma campanha na dificuldade “novice”, não pode abrir uma nova história na dificuldade “master”.

Outra questão que o jogo deixa a desejar é a falta de tutoriais, o que pode ser bastante prejudicial em algumas áreas das missões. Nem sempre é possível entender exatamente o que cada obstáculo do cenário tem de prejudicial à sua jornada, o que pode fazer com que o jogador fique frustrado por não entender o que deve ser feito e consequentemente ser pego muito mais vezes.
Demorei muito pra entender a lógica dos sensores de movimento.


De forma geral, Master Spy é um jogo bastante divertido mas que exige muita paciência, habilidade e persistência. Seu nível de dificuldade avançado, mesmo na dificuldade mais fácil, pode ser um fator desestimulante para alguns jogadores mais casuais. Se você está em busca de desafios e se interessa por jogos com essa pegada retrô, vale a pena conferir o que Master Spy tem para oferecer.
Nada que um pouco de paciência e muitas mortes não resolvam... 

Prós

  • Desafia habilidade e inteligência para resolução dos puzzles;
  • Visual pixelado muito bonito;
  • Trilha sonora estimulante.

Contras

  • Jogo cria apenas um save por vez;
  • Ausência de tutoriais prejudica algumas fases;
  • Dificuldade elevada pode torná-lo frustrante.
Master Spy — PC — Nota: 7.5

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Guilherme Kennio

Ana Krishna Peixoto é graduanda em Ciências Econômicas pela UERJ. No Blast, é Social Media e Redatora. Suas paixões são os livros, a escrita e os videogames. Fã de PlayStation, não nega sua queda pela Nintendo. Pode ser encontrada no Facebook e no Twitter.

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