Jogamos

Análise: Lovers in a Dangerous Spacetime (PC/XBO) é uma psicodélica aventura espacial

Evite que o amor desapareça do espaço em um divertido shooter cooperativo cheio de puzzles, desafios e exploração.

Parte do ID@Xbox, programa da Microsoft que incentiva a produção e publicação de jogos independentes em suas plataformas, Lovers in a Dangerous Spacetime, produzido pela Asteroid Base Inc., chega às lojas digitais do PC e do Xbox One, trazendo uma aventura cooperativa repleta de puzzles, exploração e tiros, enquanto tentamos resgatar coelhinhos fofos e evitar que o amor desapareça do espaço. Ficou curioso para conhecer o jogo? Acompanhe nossa análise e descubra se vale a pena encarar essa maluca jornada espacial.

All you need is love

Bem que Lovers in a Dangerous Spacetime poderia ser embalado pela clássica canção dos Beatles. A banda, que já teve uma canção enviada para o espaço, sempre cantou o amor de diferentes formas. E é justamente essa mistura inusitada de espaço e amor que resulta na trama desse psicodélico indie.
O amor é tudo.
Era um dia comum no espaço, as constelações reluziam no horizonte, coelhos, sapos e gatos viajam tranquilos em suas espaçonaves e o Reator do Ardor cuidava em manter o amor disseminado pelas galáxias. Tudo corria bem, até que o reator sofre uma pane e explode, sendo dividido em quatro partes que se espalham pelo universo.
Precisamos unir as peças do reator e trazer amor para todos novamente.
Sem amor, o ódio impera nas profundezas do infinito, fazendo surgir criaturas aterrorizantes que atacam a base central do amor e prendem todos os habitantes locais. Desesperados, os Lovers, como são chamados os moradores locais, resolvem unir forças para evitar que tudo se perca em meio ao ódio e o amor volte ao seu lugar. Para isso, um cientista libera sua nave protótipo para um dos Lovers sobreviventes sair em resgate dos seus amigos e salvar o universo.

Numa galáxia muito colorida 

Após a introdução maluca, mas divertida, escolhemos nossa dupla de Lovers e entramos na nave rosa-neon para encarar os desafios. Sozinho, ou com ajuda de um amigo, somos apresentados aos comandos do jogo. Na nave, os dois jogadores (ou um jogador mais um leal bichinho espacial controlado por IA) precisam trabalhar juntos para administrar as diferentes estações de guerra, indo e voltando entre armas, escudos e motores.
Você e seu amigo precisam de deslocar entre as escadarias para alcançar as diversas funcionalidades da nave. Seja rápido. 
O trabalho em equipe é primordial para o desenrolar do jogo. Embora com um segundo jogador tudo seja mais natural e fácil, a IA não faz feio enquanto guiamos a nave pelo espaço, vencemos os monstros do Anti-amor, resgatamos os coelhinhos espaciais raptados e evitamos a morte no vácuo sideral enquanto desviamos de torres, lasers, escudos e turbos. Como você deve ter percebido, o ritmo do jogo é frenético.
Manobre, defenda-se e ataque com velocidade e precisão para superar os inúmeros desafios do jogo.
Segurando o botão X, você acelera ou atira, enquanto os analógicos direito e esquerdo controlam a direção da nave e seu personagem, respectivamente. O mesmo serve para o segundo jogador, mas caso você opte pela IA, basta segurar Y e direcionar seu ajudante para o local da nave desejado. Os controles são simples e divertidos, basta ficar de olho ao seu redor e direcionar seus personagens para os locais mais adequados da sua nave, como motor, canhão, escudo e lasers.

Ao resgate 

O objetivo do jogo é explorar as galáxias em busca dos Lovers aprisionados. São vários espalhados pela vastidão do espaço, mas conseguindo encontrar cinco, você libera o enorme coração que serve de passagem para a próxima fase.
Uma guerra galáctica cheia de cores e amor. 
Ao todo são quatro mundos, com cinco fases cada, sendo a última uma batalha contra o chefe — quando derrotamos o chefão, conseguimos a parte do reator de volta. Durante toda a jornada você viajará por mundos cada vez mais coloridos e vibrantes, seguidos por músicas que flertam com o techno, combinando bastante com o sentimento de exploração espacial.
Os confrontos contra os chefes são incríveis e desafiadores. 
Além de explorar cada canto da fase em busca dos coelhos, o jogo reserva momentos bem divertidos, como resolver pequenos quebra-cabeças, fugir de bombas destruidoras, proteger sua nave de ataques enquanto atravessa o espaço-tempo e duelar contra chefes monumentais. Tudo isso em cenários vibrantes, alternando entre escuridão, água, gelo e lava.
A diversidade de fases é bem interessante. Pena que são poucas.
Durante as missões você pode encontrar powers-ups em caixas escondidas, que modificam as características da nave, acrescentando força, precisão, resistência e até modificando algumas funcionalidades. Além disso, os Lovers resgatados e alguns corações espalhados pelo cenário recuperam o sua vida. O mesmo acontece no fim de cada fase, quando somos direcionados a uma plataforma com itens antes das novas missões.

Puro amor

Encontrando os Lovers, vencendo inimigos, descobrindo segredos e superando cada novo desafio, você desbloqueia novas naves, personagens e melhorias, transformando a missão de recuperar o amor em algo bastante divertido e gratificante, mesmo com a dificuldade aumentando a cada fase e a curta duração da campanha principal — cerca de três horas, mas que chegam facilmente a seis, caso queria desbloquear tudo no jogo.

Com muita diversão, cooperação inteligente, exploração na medida e muito carisma, Lovers in a Dangerous Spacetime é uma excelente opção de jogo indie para PC e Xbox One. O título já está disponível nas lojas digitais da Microsoft por R$ 25,00. Você não vai querer um universo sem amor, não é?

Prós

Cooperação inteligente;
Enredo e visuais psicodélicos;
Ação frenética;
Exploração divertida

Contras

Pouca duração;
Falta de modos online.

Lovers in a Dangerous Spacetime — PC/XBO — Nota: 8.5

Versão utilizada na análise: Xbox One

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Ítalo Chianca

Ítalo Chianca escreve para o GameBlast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

Comentários

Google+
Facebook


Podcast

Ver mais

No Facebook

Ver mais